Ata da reunião de 26/02/2015

Ata de reunião

                Iniciou-se às 14h35 na Sala de Música da Casa da Cultura, com apresentação do vídeo Patrimônio Paraty do IHAP. O Presidente Gabriel abre a reunião dando boas vindas aos presentes e apresenta a pauta com a ordem do dia. Wladimir esclarece que devido aos acontecimentos do carnaval ele fez um comunicado oficial convidando a toda a população para usar a plataforma do COMTUR e fortalecer o COMTUR como principal espaço para as discussões do Turismo no Município. Beth faz a leitura da ata. Sobre a moção de repúdio ficou definido de enviar para todas as instituições envolvidas. Bernadete afirma do que faltou na ATA as questões da cachoeira do Penha.  Mena sugere que a função de anotar as atas seja rotativa entre os membros do grupo. Bernadete sugere acordo no tempo de palavra para dar tempo a todos.
                Everaldo iniciou a apresentação do estudo sobre a capacidade de carga das cachoeiras do Penha. Trata-se de um estudo de planejamento, revisa os impactos que os visitantes trazem, produz o NBV. Há várias metodologias para tal; Everaldo prefere a VIM (Visitor Impact Mangement). O que mudou no tempo? Começou-se com o meio bi geofísico, passou-se a considerar o tempo de visitação, a expectativa dos visitantes e principalmente o comportamento dos visitantes. As metodologias mais recentes já levam em conta também a comunidade, ordenamento e planejamento participativo com a base comunitária.
Chega-se então ao TBC (Turismo de Base Comunitária) que gera: processo participativo, prioriza fomento de práticas sustentáveis, desenvolvimento de alternativas locais, geração de emprego e renda com o fomento de ECOnegócios, Economia solidária e Turismo Sustentável comunidade, requalificação do atrativo natural.
                Próximas visitas 27 de fevereiro (Rio Pequeno, Graúna), 02 de março (Angra) e 11 e 12 junho (a definir). Bernadete chama a atenção para a necessidade de se manter uma linguagem institucional e não personalizar as ações e sim o setor da Secretaria que é o responsável. Vladmir concordou com esta colocação, as pessoas transcendem o governo. Mas Bernadete lembrou que é possível oficializar a participação da Carla mesmo que o programa inda não exista enquanto departamento na estrutura da secretaria.
                Foram apresentadas fotos mostrando a ocupação do espaço, muita gente, lixo, trilhas mal cuidadas, muitas situações de risco. Fase 1 do projeto: Organização e Planejamento (elaborar o projeto, apresentar ao CONTUR, adequação do projeto, levantamento dos atores sociais envolvidos, diagnóstico simplificado, aplicação da metodologia, definição do NBV inicial, reunião de Apresentação do Estudo e elaboração do Planejamento Comunitário, Adequação do NBV e da fase 2 do Projeto.
                Segundo momento (2do semestre 2015): Educomunicação (reuniões e palestras); material educativo (folhetos, sites, revistas); sinalização (placas de orientação, de sinalização, placas interpretativas);  manejo de trilhas e acessibilidade (manutenção das trilhas/melhoria de acessos, abertura de nova trilha interpretativa), demais sugestões comunitárias.
                Vários depoimentos alertaram para o perigo e o risco que existe em forma constante e Yara lembrou que é necessário criar um vínculo com a comunidade, é o vínculo que cria o respeito. Bernadete lembrou o conceito de economia criativa que pode ser uma alavanca para o envolvimento com a comunidade. Foi lembrado um exemplo existente em Trindade, também no Caminho do Ouro, talvez dinamizar o centro de informações. Everaldo imagina que a escuta da comunidade pode trazer novos caminhos.
                Terceiro momento (1ro semestre 2016): envolver as necessidades comunitárias como proteção legal (criar um parque como área de conservação?), definir equipe de gestão, ações de manejo e controle, monitoramento, matriz de avaliação das ações de manejo.
                Gabriel facilitou um dossiê de tudo feito pelo COMTUR, à disposição dos interessados.
                Wladimir recebeu um convite do nível estadual (Secretaria de Turismo) para uma reunião no dia 18 de março.
                Laíse informou que Bernadete enviou o Plano Mar de cultura, e colocou à disposição o estudo de competitividade. Sobre ele fez comentários sobre a não adequação de alguns indicadores e justificou a queda da nota em alguns indicadores. Deve-se adequar Paraty ao turista? Claro que não.
                Gabriel sugere que se faça um levantamento sobre as principais ações do COMTUR para 2016.
                Mena colocou a necessidade de levantar o Plano de Cultura. No momento a revisão é da lei, mas Laíse indicou que todos os documentos relevantes, como o Plano Mar de Cultura, serão considerados. O plano colocou uma base e agora devemos fazer as adições pertinentes, segundo o Everaldo. Bernadete indicou a necessidade de colocar metas para 2016 para evitar reagir a cada momento ao problema imediato.
                Atualidades:
                Bernadete foi atrás da história do rapaz que matou o outro no Carnaval. Ele vem de uma família desestruturada como tantos. Mena lembrou o episódio de violência na Ilha do Araújo, Marcos falou que não é uma questão de polícia, precisamos atingir 2000 e não 200 como até agora. Precisamos fazer o Estado presente e chamar a responsabilidade sobre a questão social. Daniel disse que o planejamento foi bem feito mas o peso social levou a essa consequência. É preciso envolver várias secretarias; acha difícil reverter o quadro entre os jovens e talvez seja necessário priorizar o trabalho com as crianças. Uma moção do CONTUR ajudaria neste sentido. Yara pergunta sobre as placas na Terra Nova. Até agora, não foram colocadas e a ausência de um secretário de Meio ambiente dificulta. A SECTUR vai tentar ajudar. Gabriel sugere que a própria SECTUR via FUNturismo, com base na ata que tocou este tema, pague pela elaboração das placas. Falou-se sobre o melhor material para ser usado. Também pode-se usar a SECTUR para ações de denúncia sobre erros cometidos na Terra NOVA. Beth lembrou que o turista que vem para cá acha que pode tudo, a mudança no perfil do Festival da Cachaça foi importante. Laíse disse que não são eventos isolados e que se está vendo a ponta do iceberg, falta educação, há divisões entre gangs e a própria imagem do país foi feita em cima do turismo sexual. Pediu aos interessados para trazerem uma proposta para a missão de um GT Segurança ou Violência ou Questões Sociais na próxima reunião. Silvia lembrou a necessidade de se disponibilizarem estatísticas para apoiar a elaboração de projetos neste particular. Mauricio concorda com tudo o que foi dito, e como proprietário de pousada, falou da importância de se trabalhar a cultura. Existem problemas em todos os níveis do local ao país inteiro. Segurança é uma questão muito ampla. As ações de cunho social são d longa duração; o que se deve conscientizar sobre cooperativa de taxis, uso de pousadas? Muitos proprietários sentem que têm uma responsabilidade direta sobre as pessoas que eles atraem para a cidade. Os folheteiros que atraem as pessoas, os meios de hospedagem devem assumir a sua responsabilidade. O que se quer para o turismo na cidade?
                Carla fez um resumo do que já está acontecendo na sua área. O poder público tem uma responsabilidade enorme e provoca a violência quando entra na comunidade, quando atua (e quando não atua). Existe uma divisão clara na cidade, mas somos todos violentos. O preço extorsivo que é cobrado, o olhar e não ver os oradores da cidade, enquanto não nos curarmos não poderemos descobrir remédios. Bernadete via Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente conseguiu um edital do Santander, mas até agora não conseguiram usar a verba porque a máquina está emperrada. Está faltando tudo em gestão pública, coleta de lixo e há muita ineficiência. Beth ilustrou que logo depois do tiroteio houve uma dona de pousada que se preocupou com a interpretação dos hóspedes. Lembraram também o assalto ao taxista Jair. Pamela enfatizou o trabalho da secretaria que se desdobrou em fazer o seu melhor durante o Carnaval. Marcos concordou que o diagnóstico feito pelo Conselho dos Direitos de Criança e Adolescentes é excelente ou também que esporte, educação e cultura já existem no atendimento a crianças e jovens já existem e poucas pessoas sabem e mostra indicadores terríveis. Vão trazer uma orquestra de jovens dos que querem ser músicos mesmo com o objetivo de multiplicar a experiência já realizada com 200 jovens. Laíse parabenizou Marcos pela iniciativa referente á música e esclareceu que os folheteiros que abordam visitantes foram treinados e é preciso pensar em uma solução (cooperativa de agentes?) que os legalize. Carla diz que seu desafio é que as cabeças pensantes possam se soltar, trabalhar com o nível municipal, envolver o âmbito regional, redefinir o turismo como um todo. Há uma crise de autoridade, e o potencial está canalizado para a destruição do que existe. Temos que tentar acertar, errar é fácil. Vamos tratar de criar um meio ambiente acolhedor, ressignificar o turismo. Bernadete disse que o assunto entrará na pauta da próxima reunião de  criança e adolescente. É importante a gente se ajudar, precisamos de sangue novo e que os responsáveis assumam a sua responsabilidade na criação de um ambiente acolhedor. Os Conselhos devem trabalhar de forma aberta e devemos nos unir e abrir a discussão. Silvia acha que devemos pensar na prevenção e não ficar reagindo ao que acontece. É importante atingir a massa crítica mas também atingir uma pessoa. Faz parte do APA, Atelier de Pesquisa do SESC, e tiveram uma vivência importante na Ilha do Araújo. Gabriel agradecu a presença da Pamela,representante da comunidade, dos taxis e Mauricio e cobrar as reuniões dos próximos GTs, o andamento do projeto sobre o Penha. O representante da comunidade tem como preocupação a segurança, ou seja, a violência pela insegurança. Queria saber o que leva a essa violência em Paraty e no Brasil todo. É fácil fazer diagnósticos, difícil encontrar soluções que não gerem novos conflitos. É preciso começar a mudar o caminho da burocracia; a dificuldade é que estamos amarrados a uma forma de política amarrada administrativamente. Temos que buscar o uso da inteligência contra o uso da força. Há omissão da verdade e ninguém toma a iniciativa por medo. Vai escrever um texto sobre isso.
Laíse lembrou que a próxima reunião é em 19 de março às 14:30. Próxima terça reunião dos GTs, sobre o PD (legislação e política pública) e o GT para atrair novos membros e garantir a presença dos eleitos. 
Laíse pediu que as 10 prioridades – 5 imediatas e 5 a longo prazo - para o turismo, tarefa de casa, sejam enviadas por e-mail mas também trazidas impressas para a próxima reunião. Beth pediu que se pensasse na possibilidade de criar um foro para que a eventualidade de uma mudança política frente às eleições não acabe com o trabalho feito até aqui.
A reunião foi finalizada ás 17:25. Ata redigida por Maria Helena Müeller.


Anexo 1: lista de presença


Anexo 2: fotos





Nenhum comentário:

Postar um comentário

PESQUISA