Ata de
reunião
Iniciou-se às 14h35 na Sala de
Música da Casa da Cultura, com apresentação do vídeo Patrimônio Paraty do IHAP.
O Presidente Gabriel abre a reunião dando boas vindas aos presentes e apresenta
a pauta com a ordem do dia. Wladimir esclarece que devido aos acontecimentos do
carnaval ele fez um comunicado oficial convidando a toda a população para usar
a plataforma do COMTUR e fortalecer o COMTUR como principal espaço para as
discussões do Turismo no Município. Beth faz a leitura da ata. Sobre a moção de
repúdio ficou definido de enviar para todas as instituições envolvidas.
Bernadete afirma do que faltou na ATA as questões da cachoeira do Penha. Mena sugere que a função de anotar as atas
seja rotativa entre os membros do grupo. Bernadete sugere acordo no tempo de
palavra para dar tempo a todos.
Everaldo iniciou a apresentação
do estudo sobre a capacidade de carga das cachoeiras do Penha. Trata-se de um
estudo de planejamento, revisa os impactos que os visitantes trazem, produz o
NBV. Há várias metodologias para tal; Everaldo prefere a VIM (Visitor Impact
Mangement). O que mudou no tempo? Começou-se com o meio bi geofísico, passou-se
a considerar o tempo de visitação, a expectativa dos visitantes e
principalmente o comportamento dos visitantes. As metodologias mais recentes já
levam em conta também a comunidade, ordenamento e planejamento participativo
com a base comunitária.
Chega-se
então ao TBC (Turismo de Base Comunitária) que gera: processo participativo, prioriza
fomento de práticas sustentáveis, desenvolvimento de alternativas locais,
geração de emprego e renda com o fomento de ECOnegócios, Economia solidária e
Turismo Sustentável comunidade, requalificação do atrativo natural.
Próximas visitas 27 de fevereiro
(Rio Pequeno, Graúna), 02 de março (Angra) e 11 e 12 junho (a definir).
Bernadete chama a atenção para a necessidade de se manter uma linguagem
institucional e não personalizar as ações e sim o setor da Secretaria que é o
responsável. Vladmir concordou com esta colocação, as pessoas transcendem o
governo. Mas Bernadete lembrou que é possível oficializar a participação da
Carla mesmo que o programa inda não exista enquanto departamento na estrutura
da secretaria.
Foram apresentadas fotos
mostrando a ocupação do espaço, muita gente, lixo, trilhas mal cuidadas, muitas
situações de risco. Fase 1 do projeto: Organização e Planejamento (elaborar o
projeto, apresentar ao CONTUR, adequação do projeto, levantamento dos atores
sociais envolvidos, diagnóstico simplificado, aplicação da metodologia,
definição do NBV inicial, reunião de Apresentação do Estudo e elaboração do
Planejamento Comunitário, Adequação do NBV e da fase 2 do Projeto.
Segundo momento (2do semestre
2015): Educomunicação (reuniões e palestras); material educativo (folhetos,
sites, revistas); sinalização (placas de orientação, de sinalização, placas
interpretativas); manejo de trilhas e
acessibilidade (manutenção das trilhas/melhoria de acessos, abertura de nova
trilha interpretativa), demais sugestões comunitárias.
Vários depoimentos alertaram
para o perigo e o risco que existe em forma constante e Yara lembrou que é
necessário criar um vínculo com a comunidade, é o vínculo que cria o respeito.
Bernadete lembrou o conceito de economia criativa que pode ser uma alavanca
para o envolvimento com a comunidade. Foi lembrado um exemplo existente em
Trindade, também no Caminho do Ouro, talvez dinamizar o centro de informações.
Everaldo imagina que a escuta da comunidade pode trazer novos caminhos.
Terceiro momento (1ro semestre
2016): envolver as necessidades comunitárias como proteção legal (criar um
parque como área de conservação?), definir equipe de gestão, ações de manejo e
controle, monitoramento, matriz de avaliação das ações de manejo.
Gabriel facilitou um dossiê de
tudo feito pelo COMTUR, à disposição dos interessados.
Wladimir recebeu um convite do
nível estadual (Secretaria de Turismo) para uma reunião no dia 18 de março.
Laíse informou que Bernadete
enviou o Plano Mar de cultura, e colocou à disposição o estudo de
competitividade. Sobre ele fez comentários sobre a não adequação de alguns
indicadores e justificou a queda da nota em alguns indicadores. Deve-se adequar
Paraty ao turista? Claro que não.
Gabriel sugere que se faça um
levantamento sobre as principais ações do COMTUR para 2016.
Mena colocou a necessidade de
levantar o Plano de Cultura. No momento a revisão é da lei, mas Laíse indicou
que todos os documentos relevantes, como o Plano Mar de Cultura, serão considerados.
O plano colocou uma base e agora devemos fazer as adições pertinentes, segundo
o Everaldo. Bernadete indicou a necessidade de colocar metas para 2016 para
evitar reagir a cada momento ao problema imediato.
Atualidades:
Bernadete foi atrás da história
do rapaz que matou o outro no Carnaval. Ele vem de uma família desestruturada
como tantos. Mena lembrou o episódio de violência na Ilha do Araújo, Marcos
falou que não é uma questão de polícia, precisamos atingir 2000 e não 200 como
até agora. Precisamos fazer o Estado presente e chamar a responsabilidade sobre
a questão social. Daniel disse que o planejamento foi bem feito mas o peso
social levou a essa consequência. É preciso envolver várias secretarias; acha difícil
reverter o quadro entre os jovens e talvez seja necessário priorizar o trabalho
com as crianças. Uma moção do CONTUR ajudaria neste sentido. Yara pergunta
sobre as placas na Terra Nova. Até agora, não foram colocadas e a ausência de
um secretário de Meio ambiente dificulta. A SECTUR vai tentar ajudar. Gabriel
sugere que a própria SECTUR via FUNturismo, com base na ata que tocou este
tema, pague pela elaboração das placas. Falou-se sobre o melhor material para
ser usado. Também pode-se usar a SECTUR para ações de denúncia sobre erros
cometidos na Terra NOVA. Beth lembrou que o turista que vem para cá acha que
pode tudo, a mudança no perfil do Festival da Cachaça foi importante. Laíse
disse que não são eventos isolados e que se está vendo a ponta do iceberg,
falta educação, há divisões entre gangs e a própria imagem do país foi feita em
cima do turismo sexual. Pediu aos interessados para trazerem uma proposta para
a missão de um GT Segurança ou Violência ou Questões Sociais na próxima
reunião. Silvia lembrou a necessidade de se disponibilizarem estatísticas para
apoiar a elaboração de projetos neste particular. Mauricio concorda com tudo o
que foi dito, e como proprietário de pousada, falou da importância de se
trabalhar a cultura. Existem problemas em todos os níveis do local ao país
inteiro. Segurança é uma questão muito ampla. As ações de cunho social são d longa
duração; o que se deve conscientizar sobre cooperativa de taxis, uso de
pousadas? Muitos proprietários sentem que têm uma responsabilidade direta sobre
as pessoas que eles atraem para a cidade. Os folheteiros que atraem as pessoas,
os meios de hospedagem devem assumir a sua responsabilidade. O que se quer para
o turismo na cidade?
Carla fez um resumo do que já
está acontecendo na sua área. O poder público tem uma responsabilidade enorme e
provoca a violência quando entra na comunidade, quando atua (e quando não
atua). Existe uma divisão clara na cidade, mas somos todos violentos. O preço
extorsivo que é cobrado, o olhar e não ver os oradores da cidade, enquanto não
nos curarmos não poderemos descobrir remédios. Bernadete via Conselho dos
Direitos da Criança e do Adolescente conseguiu um edital do Santander, mas até
agora não conseguiram usar a verba porque a máquina está emperrada. Está
faltando tudo em gestão pública, coleta de lixo e há muita ineficiência. Beth
ilustrou que logo depois do tiroteio houve uma dona de pousada que se preocupou
com a interpretação dos hóspedes. Lembraram também o assalto ao taxista Jair.
Pamela enfatizou o trabalho da secretaria que se desdobrou em fazer o seu
melhor durante o Carnaval. Marcos concordou que o diagnóstico feito pelo
Conselho dos Direitos de Criança e Adolescentes é excelente ou também que
esporte, educação e cultura já existem no atendimento a crianças e jovens já
existem e poucas pessoas sabem e mostra indicadores terríveis. Vão trazer uma
orquestra de jovens dos que querem ser músicos mesmo com o objetivo de
multiplicar a experiência já realizada com 200 jovens. Laíse parabenizou Marcos
pela iniciativa referente á música e esclareceu que os folheteiros que abordam
visitantes foram treinados e é preciso pensar em uma solução (cooperativa de
agentes?) que os legalize. Carla diz que seu desafio é que as cabeças pensantes
possam se soltar, trabalhar com o nível municipal, envolver o âmbito regional,
redefinir o turismo como um todo. Há uma crise de autoridade, e o potencial
está canalizado para a destruição do que existe. Temos que tentar acertar,
errar é fácil. Vamos tratar de criar um meio ambiente acolhedor, ressignificar
o turismo. Bernadete disse que o assunto entrará na pauta da próxima reunião
de criança e adolescente. É importante a
gente se ajudar, precisamos de sangue novo e que os responsáveis assumam a sua
responsabilidade na criação de um ambiente acolhedor. Os Conselhos devem
trabalhar de forma aberta e devemos nos unir e abrir a discussão. Silvia acha
que devemos pensar na prevenção e não ficar reagindo ao que acontece. É
importante atingir a massa crítica mas também atingir uma pessoa. Faz parte do
APA, Atelier de Pesquisa do SESC, e tiveram uma vivência importante na Ilha do
Araújo. Gabriel agradecu a presença da Pamela,representante da comunidade, dos
taxis e Mauricio e cobrar as reuniões dos próximos GTs, o andamento do projeto
sobre o Penha. O representante da comunidade tem como preocupação a segurança,
ou seja, a violência pela insegurança. Queria saber o que leva a essa violência
em Paraty e no Brasil todo. É fácil fazer diagnósticos, difícil encontrar
soluções que não gerem novos conflitos. É preciso começar a mudar o caminho da
burocracia; a dificuldade é que estamos amarrados a uma forma de política
amarrada administrativamente. Temos que buscar o uso da inteligência contra o
uso da força. Há omissão da verdade e ninguém toma a iniciativa por medo. Vai
escrever um texto sobre isso.
Laíse
lembrou que a próxima reunião é em 19 de março às 14:30. Próxima terça reunião
dos GTs, sobre o PD (legislação e política pública) e o GT para atrair novos
membros e garantir a presença dos eleitos.
Laíse pediu
que as 10 prioridades – 5 imediatas e 5 a longo prazo - para o turismo, tarefa
de casa, sejam enviadas por e-mail mas também trazidas impressas para a próxima
reunião. Beth pediu que se pensasse na possibilidade de criar um foro para que
a eventualidade de uma mudança política frente às eleições não acabe com o
trabalho feito até aqui.
A reunião
foi finalizada ás 17:25. Ata redigida por Maria Helena Müeller.
Anexo 1:
lista de presença
Anexo 2: fotos





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